Arquiteta explica sobre cuidados na hora de escolher o piso ideal da obra, desde reformas à construção

PB Arquitetura

A construção de qualquer ambiente passa pela escolha dos pisos, seja em um pequeno espaço ou algum maior. Para isso é preciso averiguar os passos que precisam ser dados. Assim como a escolha das tintas, o piso também deve obedecer a aplicação específica para o ambiente onde será instalado. Para ambientes internos ou externos, áreas secas ou com exposição a água, tráfego de pessoas ou de veículos ou máquinas, cada uma tem seu piso ideal.

A arquiteta Priscila Tressino, do escritório PB Arquitetura, explica mais sobre o tema. “Além dos aspectos técnicos, o design dos produtos é bastante variado. Isso permite agradar todos os gostos e bolsos”.

Quando falamos sobre ambientes residenciais existem os materiais naturais e os sintéticos. Na família dos revestimentos naturais, podemos considerar pedras como mármores, granitos, ardósia, miracema, pedra mineira, São Tomé, dentre outras. Todas para ambientes internos ou externos. “O que vai diferenciar na escolha é o tipo de acabamento: bruto ou natural, polido ou escovado, tomando cuidado para que seja antiderrapante em áreas expostas a chuva, piscinas e escadas”, ressalta Priscila.

Muito apreciados também são os pisos de madeira como tacos, assoalhos e decks, sendo o último somente aplicado em áreas externas. A madeira remete ao conforto e aconchego. É extremamente durável, exigindo apenas uma raspagem a cada 10 anos e aplicação de resina para manter a proteção e o brilho. “Estes tipos de piso são normalmente especificados em obras de alto padrão pois apresentam valor agregado mais alto.

Como alternativas, temos os porcelanatos, a bola da vez das obras residenciais. Tem uma tecnologia diferenciada dos pisos cerâmicos por não absorverem água e, portanto, não mancham com o passar do tempo”, aconselha a arquiteta.

Ainda, Priscila informa que estes materiais apresentam uma infinidade de cores, acabamentos e formatos. Imitam as pedras naturais e até a madeira. São retificados, ou seja, as bordas das peças são retas, o que permite o assentamento com menor junta de dilatação, que significa uma paginação mais alinhada e com menos rejunte.

A superfície dos porcelanatos pode ser esmaltada, polida, acetinada ou áspera. Cada uma delas atende ao ambiente interno ou externo e áreas molhadas, da mesma forma que as pedras. O assoalho pode ser substituído pelo piso vinílico, com o mesmo formato de réguas, os veios e até a textura de superfície da madeira, sendo fabricado em PVC, nas opções colado e click. Muito prático de limpar e durável. Recomendado para áreas de estar e quartos.

Por último, Priscila explica que “temos as cerâmicas, com as mesmas aplicações do porcelanato, porém com valor mais acessível e menor durabilidade. Muitos outros materiais estão disponíveis a escolha no mercado, no entanto esses são os mais utilizados”.

Cuidados com o piso
• Para quem vai comprar o piso, de acordo com a arquiteta, é importante sempre observar as recomendações do fabricante, se o piso escolhido é indicado para área onde será aplicado.

• Se atente para os insumos necessários na hora da instalação, como argamassa, rejunte, cola, etc.

• Ainda, cuidado com a manutenção dos pisos, com relação a limpeza principalmente. Existem produtos desenvolvidos especificamente para cada tipo de material.

• Vale ressaltar que durante a obra é sempre importante proteger o piso com plástico e papelão, evitando possíveis avarias.

• No caso de reforma, nem sempre é possível manter o mesmo piso, mas existe uma opção de argamassa de piso sobre piso, que dispensa a necessidade de remoção do existente.

“É importante considerar que neste caso o nível ficará mais alto, podendo dar diferença na altura de armários e portas, criando um degrau entre um ambiente e outro, que pode ser amenizado com soleira ou baguete de pedra”, finaliza a arquiteta.

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