Arquiteta Fernanda Angelo, do Estúdio Cipó, destaca pontos a serem considerados antes de definir a tinta e começar a aplicação para cada tipo de ambiente

Tintas

Na hora de decorar um ambiente, a escolha das tintas é muito importante. Além da cor que combina perfeitamente com o projeto, o acabamento ideal é imprescindível no resultado da pintura e as boas decisões fazem toda a diferença na harmonização e durabilidade das paredes. Porém, esse universo é bem amplo e com frequência gera dúvidas para os moradores que estão finalizando sua obra.

A arquiteta Fernanda Angelo, do Estúdio Cipó, relacionou algumas dicas preciosas para escolher a tinta e o acabamento perfeito para cada espaço da casa. Acompanhe:

• Cada ambiente pede um tipo de tinta – A tinta acrílica é ideal para as paredes de alvenaria executadas tanto em ambientes externos e internos. “Com as opções existentes no mercado atualmente, no caso de uma reforma, por exemplo, é possível finalizar a pintura com a tinta acrílica e voltar para a casa no mesmo dia”, recomenda a arquiteta.

Porém, uma ressalva valiosa: é importante verificar se as superfícies estão devidamente impermeabilizadas para evitar bolhas durante o processo de secagem. De fácil lavagem, basta um pano úmido, dispensando a necessidade de repintar com frequência.

Com relação ao acabamento, Fernanda destaca que versão acrílica apresenta variações de efeitos como o acetinado, semi-brilho e fosco.

Para superfícies de madeira e de metal, Fernanda aposta na tinta esmalte, que com sua base a óleo são indicadas para aplicação em portas, rodapés, mobiliários, corrimãos, etc. Tradicionalmente mais resistente, apresenta secagem mais lenta. “Hoje em dia já é possível encontrar a tinta esmalte à base de água, mas o acabamento não é tão liso e na comparação é menos duradoura que a versão original”, explica Fernanda.

Já tinta látex não é recomendada para usos externos e, por ser à base e água, registra secagem rápida. Assim, a arquiteta conta que costuma especificar o produto para aplicação no gesso “No momento da pintura, é primordial certificar que a superfície esteja bem limpa”, ressalta. Além disso, explica que o látex apresenta leve odor e características para resistência ao mofo.

Pensando em ambientes de grande circulação, como garagens, hospitais, quadras esportivas e escolas, a tinta epóxi é especificada devido a sua alta resistência ao atrito. A opção também oferece a versatilidade para restaurar ambientes e economizar. “Ao invés de trocar um piso ou um revestimento de parede, ares novos podem aparecer aplicar a tinta epóxi com a cor deseja”, revela Fernanda.

• Usos específicos para cada estilo de tinta: fosco, brilho e textura – Experiente, a arquiteta Fernanda Angelo apontou as principais diferenças e indicações de acabamentos para cada ambiente.

O efeito fosco é perfeito para ambientes mais discretos, pois não destaca o brilho da tinta, além de ajudar a esconder possíveis imperfeições das paredes. No caso da tinta brilho, o resultado é completamente diferente e mais prática. “Ela realça a textura e dispensa acabamento, com a vantagem ainda defacilitar o dia a dia de limpeza e a prevenção da umidade”, relatou a arquiteta.

No caso da textura, o material é ideal para quem busca criar diferentes formas e acabamentos para o ambiente. Para isso, existe uma cartela enorme de desenhos para a aplicação desse tipo de tinta. A textura é de alta durabilidade e protege a alvenaria da umidade, sendo muito usada em áreas externas da casa.

• Cores de tinta e a escolha dos acabamentos – Essas duas escolhas estão intimamente relacionadas. A profissional do Estúdio Cipó não aconselha um acabamento brilhante para os tons mais fortes, como o vermelho, por exemplo. “Nesse tipo de projeto aconselhamos uma tinta discreta, como a fosca”, diz Fernanda.

As cores mais claras, por sua vez, podem seguir qualquer tipo de acabamento.

• Acabamentos e tintas para casas e apartamentos – As paredes internas não possuem diferença. O que precisa ser destacado são as superfícies externas nos projetos de casa: “Nesse caso as tintas com textura, a cal e emborrachadas são as ideais”.

• Pontos importantes na hora de escolher a tinta e o acabamento – Para evitar dores de cabeça mais tarde, Fernanda aconselha se certificar do tipo de material e o estado da parede antes de começar qualquer reforma. Segundo ela, cada escolha pode variar de acordo com o local. Na cozinha, por exemplo, uma tinta mais resistente e de fácil lavagem facilitam o dia a dia do morador. Já para sala, tons mais discretos corroboram para esconder imperfeições e não cansar.

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